Liderança e a Avaliação de Equipes

21 de agosto, 2019

por Ana Carolina Mafra e Thiago Peck do Amaral

Com as mudanças atuais no mercado de trabalho, com a chegada da  NBR ISO 55000 – Gestão de Ativos, as transformações da chamada Indústria 4.0. e integração das áreas industriais como um todo, o tema Liderança tem se tornado cada vez mais importante para as organizações, não apenas para a área de Recursos Humanos mas para todas as áreas industriais como Produção, Manutenção, Compras, Segurança, Meio Ambiente, Custos, Qualidade, etc.

Não é atoa que as atualizações de normas como ISO 9001 e ISO 14001, passaram a destacar mais ainda os princípios de Gestão e Liderança dentre os requisitos dos modelos normativos.

Porém, em meio a essa crescente necessidade de se falar sobre o tema,  ao olhar para as teorias modernas de liderança encontramos pouco material sobre estratégias especificas para a formação de lideranças voltadas a área industrial, sendo que o desafio de treinar líderes para estas áreas nunca se fez tão necessário como nos tempos de hoje.

O conhecimento técnico e o desenvolvimento profissional ainda contam, mas as aptidões necessárias para ser um verdadeiro líder podem e devem ser desenvolvidas por meio do conhecimento e das ferramentas certas.

As empresas de excelência, cientes disso, buscam profissionais que estejam dispostos a não apenas aprimorar seu perfil profissional e emocional, a fim de estarem aptos a despertar o comprometimento e envolvimento de suas equipes para melhores resultados, mas também a desenvolver o potencial de cada integrante de seu “time”.

“Sem que haja transparência e confiança é impossível avançar com segurança frente aos desafios do dia-a-dia, por isso o verdadeiro líder deve construir um relacionamento de confiança com sua equipe”

Assim, partindo da premissa de que muitos líderes da área industrial iniciaram sua vida profissional por meio de cursos técnicos ou de engenharias, que não tem foco na gestão de pessoas, as empresas precisam ter em mãos as ferramentas para avaliar as competências e aptidões de suas equipes, para assumir uma nova postura como Líder Transformador em suas áreas de trabalho, a fim de que os resultados sejam realmente cumpridos pelas pessoas.

“O grande desafio para se atingir as metas não é a capacidade técnica que você possui ou os conhecimentos adquiridos ao longo do tempo e sim a sua atitude e mudança comportamental em relação aquilo que se exige mudança. ”

Esse novo perfil da liderança da área industrial, passa por duas dimensões, a racional (estratégia, processos e estrutura) e a emocional (pessoas, liderança e cultura), que são articuladas pela visão de futuro, motivação de equipes e conquista de resultados.

Por isso, tem se tornado cada vez mais importante que o Líder Transformador faça uma análise profunda e objetiva dos comportamentos das pessoas de sua equipe, para determinar a combinação das diferentes características individuais que, inconscientemente, interferem no resultado de sua equipe.

Como falou Peter Drucker (escritor, professor e consultor administrativo de origem austríaca, considerado o pai da administração moderna, sendo o mais reconhecido dos pensadores do fenómeno dos efeitos da globalização na economia em geral e em particular nas organizações):

“As pessoas são contratadas pelas suas habilidades técnicas, mas são demitidas pelos seus comportamentos”

Nesse sentido, especialistas afirmam que o comportamento das pessoas é resultado de fatores como:

  • Hereditariedade: nossa base biológica e a capacidade de funcionamento do cérebro;
  • Aspectos cultural-geográfico: o país e região que nascemos, cidade onde moramos;
  • Educação: família que tivemos, escolas que estudamos;
  • Influência: amigos que tivemos, grupos que frequentamos;
  • Visão de mundo: lugares que conhecemos, referências que temos de outro lugar, como por exemplo quando visitamos outro país;
  • Oportunidades: as oportunidades definem nossas ações e muitas vezes nossos sonhos e planos para o futuro;
  • Religião: visão de ser humano, visão de “quem eu sou”.

Fato é que nem todos somos iguais, uns desenvolvem desde criança a tendência para um perfil mais técnico e detalhista, outros para um perfil gestor.

O Líder Transformador é aquele que consegue enxergar cada indivíduo de forma única, de acordo com suas fraquezas e potencialidades, atuando para fortalecer o potencial de cada membro de sua equipe e superar suas fraquezas.

“Instruir e encorajar a equipe liderada, comunicar suas reais expectativas e dar o exemplo por meio de ações, são formas de garantir a execução das tarefas da maneira correta na busca pelos resultados almejados e progresso ruma à excelência industrial. ”

Para isso, é necessário conhecer o perfil de cada integrante do “time” para que possam ser desenvolvidas as habilidades e competências necessárias em cada função, de acordo com as expectativas da empresa.

No entanto, para não fazer pesquisa nas pessoas, mas com pessoas, é preciso ter uma metodologia bem definida, com instrumentos específicos, que tragam a certeza dos melhores resultados.

Para isso, apresentaremos em nosso próximo artigo um material capaz de traduzir aspectos importantes da personalidade e temperamento das pessoas, baseado em um dos sistemas mas utilizados pelas empresas em todo o mundo: O sistema DISC

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por Eng. Thiago Peck
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