Gestão Ambiental: uma mudança de paradigmas

Mudar a cultura interna, monitorar os processos e ter uma visão clara dos objetivos e metas a serem atingidos são alguns dos desafios a serem enfrentados pelos profissionais que buscam melhores resultados para suas empresas

A busca pela redução de perdas e custos é uma constante por parte dos profissionais que têm a missão de trazer bons resultados para as empresas. A lista de áreas/atividades que estão sempre na mira é enorme. Nesse universo estão os custos ambientais, considerados um dos mais complexos de serem mensurados e trabalhados. Segundo Thiago Peck do Amaral, sócio consultor da Apeck Consultoria de Resultado, muitos acreditam que esse tipo de custo está ligado as ocorrências relacionadas aos fenômenos da natureza, “por exemplo, quando há um desastre que impacta a imagem da empresa”, cita ele, sobre o equívoco de alguns profissionais.

Porém, há um desconhecimento sobre o gerenciamento desses custos. “Os custos só podem ser gerenciados se forem monitorados, só podem ser monitorados se forem conhecidos e medidos, por isso, podemos dizer pela nossa experiência, que grande parte das empresas não gerenciam seus custos ambientais, pois não conhecem de forma setorizada os seus processos”, afirma Thiago.

Para entender melhor sobre o gerenciamento de custos ambientais, Thiago cita o consumo de energia. “Acompanhar mensalmente as faturas de energia elétrica não é monitorar, muito menos gerenciar. Para isso, deve-se conhecer, de forma setorizada, o consumo de energia de cada processo ou setor, bem como de cada máquina e equipamento, para que seja possível classificar as demandas do consumo e, em seguida, planejar as ações e melhorias que tragam resultados efetivos para redução do consumo”

Mudança Cultural - Gestão Ambiental

Nos últimos anos, com o advento da Indústria 4.0, a tecnologia se tornou uma importante aliada para as empresas e seus profissionais gerenciarem os custos ambientais. “Hoje as máquinas e processos podem estar conectados graças ao uso de sistemas e tecnologias que permitem total conhecimento e controle do que ocorre no chão de fábrica, através de ferramentas que vão desde sensores e robôs, até softwares avançados capazes de reunir a maior quantidade de informações para fundamentar a tomada de decisões. Esse tipo de gestão tem se tornado cada vez mais eficaz para auxiliar no conhecimento e controle dos custos ambientais, sejam eles relacionados ao consumo de energia, água, geração de resíduos ou quaisquer outros custos relacionados aos aspectos ambientais”, enfatiza Thiago.

Em termos de Cultura Ambiental, Thiago reforça que esse tipo de gestão traz uma maior interação e integração entre as áreas de trabalho, na busca pela redução de custos relacionados às perdas e desperdícios nos processos. Isso nem sempre é um trabalho fácil, pois envolve uma mudança de mentalidade, “exige-se novas atitudes, hábitos e posturas, visando principalmente o envolvimento de todas as áreas da empresa, demonstrando que a responsabilidade é de todos”.

Tipos de Custos Ambientais​​

Tipos de Custos Ambientais​

Custo de Prevenção:
Custos das atividades empregadas com o objetivo de evitar os problemas ambientais em todas as fases do ciclo de vida do produto (planejamento ambiental, pesquisa de novas matérias-primas, procedimentos ambientais preventivos, contratação de mão de obra especializada, consultoria ambiental, etc).

Custos de Avaliação:
Custos necessários para manter os níveis de qualidade ambiental da empresa, tais como monitoramento e inspeção de equipamentos e processos, testes, medições, análises da Qualidade Ambiental. (instalação de sistemas de integração de processos, reutilização de rejeitos, instalação de estação de efluentes, controle e operação desses equipamentos e controle de emissões).

Custos/Falhas Internas:
Custos da ausência de controle ambiental associados à limpeza ou à disposição final de poluentes na área interna da empresa. (recuperação do solo, transporte e disposição de resíduos, desperdício de material ou insumo, separação de rejeitos, etc).

Custos/Falhas Externas:
Custos da qualidade ambiental que inclui os custos relativos à limpeza e à disposição final de poluentes fora dos limites da empresa. (pagamento de taxas e multas relativas à produção de emissões ou de efluentes, indenizações ambientais, limpeza, despoluição, etc).S

Direto no bolso

Thiago explica que, o principal impacto da falta de gestão ambiental é o desperdício de dinheiro: “hoje em dia, é fundamental fazer mais com menos, ou seja, fazer melhor com os mesmos recursos, e isso só é possível com a eliminação de perdas e desperdícios. Ao longo de todos esses anos em nossos trabalhos de consultoria, podemos dizer que a maioria das empresas realmente não gerencia seus custos. Nosso convite é: que tal começar agora? ”

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