Sistema de Gestão Ambiental: não adianta ter ISO, é preciso ter USO!

Conheça os inúmeros benefícios para as empresas que querem se manter competitivas no mercado.
O que torna hoje uma empresa como sendo de grande potencial competitivo?

À primeira vista quando se fala em competitividade, remete-se diretamente ao diferencial no âmbito técnico, tecnológico, comercial, gerencial e financeiro que uma empresa desempenha, bem como sobre o valor e qualidade dos seus produtos.

Porém, em meio a tantos movimentos políticos e sociais, tornou-se necessário agregar valor às atividades industriais no que diz respeito às questões ambientais. Atualmente, as atividades sustentáveis, preservação e proteção ambiental permeiam as mais diferentes esferas da sociedade. Nessa perspectiva, os fatores competitivos praticados precisam ser reavaliados para que se enquadrem em um meio sustentável no âmbito social, ambiental e econômico.

FERRAZ definiu a competitividade como “a capacidade da empresa de formular e implementar estratégias concorrenciais que lhes permitam ampliar ou conservar de forma duradoura uma posição sustentável no mercado”.[1]

Ou seja, o padrão concorrencial atualmente exigido no mercado precisa estar conectado aos padrões de sustentabilidade social, ambiental e econômica para que, assim, seja possível alcançar os melhores resultados e o sucesso exponencial de um mercado específico.

"Os fatores competitivos precisam ser reavaliados para se enquadrarem no âmbito social, ambiental e econômico!"

Como posso tornar minha empresa sustentável?

Falar sobre sustentabilidade envolve muito mais do que simplesmente adotar pequenas ações que impactam o dia a dia.

Segundo Thiago Peck do Amaral, gerente de projetos da consultoria Apeck Consultoria, dizer que uma empresa é sustentável hoje significa dizer que ela é socialmente justa, ambientalmente correta e economicamente viável.

Em outras palavras, isso significa planejar e conduzir soluções tecnicamente viáveis para eliminar ou minimizar impactos reais, ou prováveis e preocupar-se com perigos e riscos ambientais relacionados, além de auditar e monitorar como essas atividades são operacionalizadas.

A melhor forma de planejar essas ações é por meio de um Sistema de Gestão Ambiental (SGA) eficaz, que, de forma prática, significa gerenciar riscos da empresa, melhorar continuamente o desempenho ambiental e promover a minimização dos custos ambientais.

 

Por que a adesão ao SGA não é unânime?

De acordo com o gerente de projetos da Apeck, muitas empresas ainda vislumbram o uso do SGA  relacionando-o somente com o atendimento dos requisitos previstos na NBR ISO 14.001 – Sistema de Gestão Ambiental, mas, se esquecem muitas vezes dos fatores determinantes para a competitividade do mercado: o planejamento e gerenciamento das suas ações.

É necessário, portanto, uma quebra de paradigma na liderança das empresas sobre a implementação do SGA. O foco não deve se limitar ao cumprimento de requisitos normativos, mas sim fazer uma boa lição de casa. Não adianta ter “ISO”, é preciso fazer o “USO” adequado das práticas de Gerenciamento Ambiental.

 
Não adianta ter “ISO”, é preciso fazer o “USO”

Para alcançar um SGA de sucesso, é necessário inicialmente ter em vista que a sua implementação abre oportunidades para que a empresa agregue valor ao seu negócio, possibilitando uma vantagem competitiva social favorável, além de promover uma economia de custo operacional. Com um SGA é possível que a empresa alivie os efeitos dos seus produtos e dos processos produtivos no meio ambiente.

Com um SGA bem definido, pequenas e grandes empresas passam a ter uma visão exponencial de seus dirigentes sobre planos e ações ambientais, conduzindo seus negócios de forma que além de promover lucratividade, impacte o mínimo possível o meio ambiente.

 

A base de um SGA

O princípio básico de um SGA envolve quatro ações importantes: Planejar, Executar, Verificar e Agir (PDCA – Plan, Do, Check and Action) que permite que as indústrias busquem a melhoria contínua ou ainda a implementação de seu sistema de gestão, conforme ilustração abaixo:

A
Agir
Implementar ações
necessárias para melhorar
continuamente o desempenho
do sistema de gestão,
podendo atuar sobre o
planejamento e,
em consequência,
sobre outros
passos do ciclo.
P
Planejar
Estabelecer objetivos
e processos necessários
para atingir os resultados,
com base na política da
organização.
C
Checar ​
Monitorar e medir
os processos em
conformidade com a política,
incluindo objetivos, metas,
requisitos legais e
compromissos assumidos
pela organização.
D
Desenvolver
Implementar
o que foi planejado.
P
Planejar
Estabelecer objetivos
e processos necessários
para atingir os resultados,
com base na política da
organização.
D
Desenvolver
Implementar
o que foi planejado.
C
Checar ​
Monitorar e medir
os processos em
conformidade com a política,
incluindo objetivos, metas,
requisitos legais e
compromissos assumidos
pela organização.
A
Agir
Implementar ações
necessárias para melhorar
continuamente o desempenho
do sistema de gestão,
podendo atuar sobre o
planejamento e,
em consequência,
sobre outros
passos do ciclo.

O SGA implementado segundo a ISO 14001, permite a obtenção de certificação após auditoria por organismo certificador acreditado. Para muitas empresas, obter a certificação ISO 14001 é uma demanda de mercado, pois demonstra seu comprometimento com as práticas sustentáveis e padrões internacionais de gestão ambiental. Além disso, possibilita a integração com os demais sistemas de gestão ambiental já implementados pela empresa ou a serem implementados, como, por exemplo, o sistema de gestão da qualidade (ISO 9001).

Fonte: FIESP/Departamento de Meio Ambiente (2015)

Os benefícios de um SGA para a indústria são inúmeros. Entre os principais, de acordo com Thiago, estão:

Vantagens

Custos

Segundo Thiago, o maior custo é não ter um Sistema de Gestão Ambiental implantado na indústria. “O prejuízo é grande e pode estar relacionado a diversos fatores”, reforça, entre eles, passivos ambientais, multas, paralisações da produção, perda de competitividade, danos à imagem da empresa, acidentes ambientais, processos judiciais, entre outros.

Legislação

Na SGA, algumas leis devem ser cumpridas, porém, de acordo com Thiago, falta conhecimento a respeito do assunto. “Muitas empresas não sabem o que significa poluição em termos legais, seja ela hídrica, atmosférica, por rejeitos, perigosos, por agrotóxicos, sonora, e o que isso representa nas esferas de responsabilidade ambiental – administrativa, civil e penal”, aponta.

“Por isso a importância de planejar as ações por meio do SGA. Permite avaliar e monitorar a conformidade em relação ao atendimento dos requisitos legais”, complementa.

Gestão Ambiental vs SGA

De acordo com o gerente de projetos da Apeck, há uma grande diferença entre ter um departamento de Gestão Ambiental e implementar um SGA.

Gestão Ambiental

Sistema de Gestão Ambiental

10 motivos para sua empresa implantar um SGA:

Referências

  1. FERRAZ, João Carlos, KUPFER, David, HAGUENAUER, Lia. Made In Brazil: Desafios competitivos para a Indústria. Rio de Janeiro: Campus, 1995. 385 p. Cap. 01: Competitividade, Padrões de Concorrência e Fatores, p.1 – 51
 
 
 

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