27/04/2017

Redução de custo

O raciocínio certo em redução de custos tem sua origem na ciência de análise do valor. A pergunta a se fazer sobre cada custo é: este custo agrega valor para a empresa?

A redução de custos está na ordem do dia! No entanto, ainda existe certa incompreensão acerca desse tema e, com muita razão, muita gente tem medo de tocar nos custos e perder em outras frentes. De fato, a maioria dos custos é necessária!

O raciocínio certo em redução de custos tem sua origem na ciência de análise do valor. A pergunta a se fazer sobre cada custo é: este custo agrega valor para a empresa? Se não agrega, é desperdício e deve ser candidato forte à sua eliminação. Procuramos desperdícios, e não custos!

Os desperdícios são, geralmente, “invisíveis”. Se nós os conhecêssemos, já os teríamos eliminado. Lembro-me que, certa vez, fizemos um projeto de redução de custos para uma empresa e decidimos elencar as despesas com processos judiciais como custos que não agregam nenhum valor. Houve resistências, mas iniciamos os trabalhos e esses custos foram reduzidos substancialmente.

Elencamos também as provisões para devedores duvidosos, como custos que não agregam valor, e o diretor financeiro quase nos matou. No entanto, colocando uma lente de aumento no processo de concessão de crédito, verificamos falhas que foram prontamente corrigidas. Todas as despesas que não agregam valor deveriam merecer atenção maior de nossa parte, pois, certamente, ali existem oportunidades de ganhos.

Existem custos que agregam valor, mas que também merecem nossa atenção. Por exemplo, vamos tomar uma despesa necessária qualquer, como consumo de óleo lubrificante. Ninguém duvida de que as máquinas devam ser lubrificadas. No entanto, pode haver vazamentos e o consumo estar mais elevado do que o normal. A lição a ser aprendida é que todos os custos devem ser monitorados e sempre comparados a valores ideais, para que conheçamos nossas perdas.

Outro ponto de aprendizado é que um esforço de redução de custos não pode ser pontual, mas, sim, contínuo e para toda a vida. Devemos criar em todas as empresas uma cultura de solução de problemas de tal maneira a não só atacar os problemas, mas também desenvolver no pessoal a competência nesse método.

Muitas vezes, isso pode ser impedido por uma resistência natural das pessoas em não querer expor seus problemas. Os problemas pessoais e culturais são muito fortes nas empresas. Devemos fazer força para criar uma “cultura de enfrentamento dos fatos”, ou seja, um orgulho em mostrar suas próprias lacunas (oportunidades de ganhos ou problemas) e levar seu time a resolver problemas. Elogie as pessoas que apresentarem seus problemas!

Nesse ponto, para o caso especial de supermercados, dou como exemplo o indicador de “quebras”. Ora, qualquer coisa que se ganha em quebras vai direto para a última linha de seu balanço. Portanto, a empresa de supermercados deveria manter um esforço contínuo de baixar seu índice de quebras, praticando a solução de problemas em grupo para sempre e focados nesse item.

Finalmente, para que você consiga melhorar sempre a sua empresa, reduzindo todos os desperdícios ao mínimo, recomendo-lhe calcular anualmente todas as suas lacunas (oportunidades de ganhos) para que você tenha sempre um cardápio de problemas a serem resolvidos.

Repare que sempre que quisermos reduzir custos, poderemos fazê-lo sem muita competência, se “o mato estiver muito alto”. No entanto, à medida que os desperdícios mais simples forem sendo resolvidos, você vai precisar de muita competência em solução de problemas. Recomendo-lhe dar essa competência a seu pessoal por meio de treinamentos e de muita prática. À medida que os problemas são resolvidos e sua equipe vai ficando cada vez mais competente, seus resultados vão ficando cada vez melhores!

Na redução de custos (desperdícios) não há mágica, a menos que seus desperdícios estejam muito altos e o primeiro ano irá apresentar excelentes resultados. Agora, se você quiser realmente ser competitivo, há muito trabalho e muita dedicação pela frente. Ano após ano.


Por Prof. Vicente Falconi.

Artigo retirado de Falconi - Consultores de resultado.

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